Cada folha tem um orixá correspondente e um propósito específico no culto.
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A amoreira preta é um arbusto de folha caduca ou uma árvore esguia com uma copa densa e extensa de numerosos ramos, geralmente crescendo de 6 a 10 metros de altura. Especialmente quando cultivada a céu aberto, a árvore geralmente se ramifica de baixo para cima e adota a forma de um arbusto, a menos que seja treinada. Árvore de crescimento lento, mas muito ornamental, a amoreira às vezes é cultivada em jardins por seus deliciosos frutos comestíveis. A árvore não é cultivada em escala comercial porque a fruta é muito mole e facilmente danificada para permitir que seja transportada para o mercado e, portanto, é melhor comer direto da árvore. A árvore tende a ser pitoresca quando velha. [1378]
A amoreira tem uma longa história de uso medicinal na medicina chinesa, quase todas as partes da planta são usadas de uma forma ou de outra. [1378]
| Culto | Divindade | Associação | Àgbo | Banhos | Inic. | Frutas | Objetos | Ass. | Flores | Ofer. | Sac. | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Bantu | Aluvaia | 1 | - | - | - | - | Sim | - | - | - | Sim | - |
| Egungun | 1 | - | - | Sim | - | - | Sim | Sim | - | - | - | |
| Jêje-Nagô | Avejidà | 1 | - | - | Sim | - | - | - | Sim | - | - | - |
| Ketu | Èṣù | - | - | - | - | - | Sim | - | Sim | - | Sim | - |
| Ketu | Ìbejì | - | - | - | - | - | Sim | - | - | - | Sim | - |
| Ketu | Nanã | 2 | - | - | - | - | Sim | - | - | - | - | - |
| Ketu | Ọbalùwàiyé | 2 | - | - | - | - | Sim | - | - | - | - | - |
| Ketu | Ọmọlú | - | - | - | - | - | Sim | - | Sim | - | Sim | - |
| Ketu | Ọya | 1 | - | - | Sim | - | Sim | Sim | Sim | - | - | - |
| Ketu | Ọya Gbálẹ̀ | 1 | - | - | Sim | - | Sim | Sim | Sim | - | - | - |
| Ketu | Ṣàngó | - | - | - | Sim | - | Sim | - | Sim | - | Sim | - |
| Umbanda | Erê | 2 | - | - | Sim | - | - | Sim | Sim | - | - | - |
| Umbanda | Exú | 2 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Umbanda | Nanã | 2 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Umbanda | Obaluaiê | 2 | - | - | - | - | - | - | - | - | - | - |
| Umbanda | Xangô | 2 | - | - | Sim | - | - | Sim | Sim | - | - | - |

Ásia Ocidental (possivelmente originária do oeste do Irã, embora amplamente cultivada em regiões temperadas e não conhecida em condições verdadeiramente selvagens)
A amoreira está ligada à maternidade e a ancestralidade, seu fruto está associado ao formato do ovário feminino e os óvulos a serem fecundados. Sabemos que todos os Òrìṣà tem e representam uma ancestralidade e muitos deles participam da mesma como no caso as Ìyàmì que são detentoras dessa vida ancestral, Èṣù Ona responsável pela entrada de todo terreiro e Ògún por ser responsável principalmente pela ancestralidade (manter a tradição dos cultos) do culto Yorùbá.
No culto Egúngún, usa-se uma vara que pode ser feita com o galho da amoreira chamada de Iṣan (também chamado de àtòrì) ou mesmo o uso do Ọ̀pá Ikú, uma outra erva chamada de Senna obtusifolia (Àgbọ́là / Akọ Réré). Essa vara é para manter o controle sobre o espírito ancestral, porém entendo que nesse caso passa a pertencer a Ọya gbálẹ̀ (Ìyásan) onde descreve muito bem o controle da mesma sobre os Egún ou ainda para dar vida ao mesmo. Percebam aqui a ligação que há entre a mãe Ìyásan e seu filho egún e ainda a relação do ovário. Partindo do princípio que nossos Òrìsà também são egúns ancestrais divinizados o ato de passar perto de uma amoreira torna o médium distante da percepção de seus ancestrais (incorporação, transe e etc…) pois este é um controle que deve ser efetivado pelo Màrìwò que é um dos nomes sacerdotais de quem cultua Egúngún.
Deixando os fundamentos para quem de fato segue a religião, vamos amenizar com a informação de que a amoreira além de ter a representação do ovário feminino, acreditem ela de fato melhora e ativa essa função na mulher, a de ter filhos. Em verdade sabemos que na África o que aqui usamos não é a mesma planta africana. Lá o verdadeiro Àtòrì ou Ore Ẹ̀wọ̀ọ̀ é a planta Glyphaea brevis que faz efeitos bem parecidos com o da amoreira em relação ao parto ou seja ela facilita o parto quando há algum problema com a mãe em expelir seu filho evitando assim que venha a morrer.